segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Fragmento...

Por Tiago

Tudo começou em uma das maiores festas do país, em um antigo Moinho. Olhares inocentes foram trocados, se transformando em envergonhados sorrisos, que se tornou um ato de coragem. Você veio até mim. Eu sem saber o que fazer não me movi. Fiquei imóvel querendo saber, intrigado, o que estava acontecendo. Apresentamos-nos e em uma vontade incontrolada, nos beijamos.
Trocamos nossos contatos na esperança de que um dia nos falaríamos de novo. E foi o que aconteceu. Começamos a nos falar e dentro de mim uma vontade muito grande de te ter começou a crescer. Aos poucos foi se revelando umas das pessoas mais incríveis que eu já havia conhecido. Resolvemos nos encontrar uma segunda vez e com esse encontro você trouxe a confirmação para tudo o que sentia: Tinha que ser você.
Encontramos-nos mais vezes, trocamos telefones e a cada dia que passava aumentava a minha vontade de estar com você. Até quem uma bela noite, resolvemos sair. Era uma festa mixta, com pessoas de todos os jeitos, onde tudo se misturava. No meio da noite, não agüentei, pedi você em namoro. Para minha surpresa, tão grande que me fez cair, você aceitou e desde então meu sentimento só se fez crescer.
Dividimos datas especiais, momentos especiais que só um Lover poderia nos dar. Vi Fogos de Artifício em seu olhar e no meu um enorme carinho pelo meu Sonho Adolescente. Aos poucos você foi conquistando tudo e a todos. Apresentei-te a muitas coisas, e vice-versa. E hoje estamos aqui.
Existe um ditado que diz que “tudo que é bom dura pouco”, mas eu acredito que “tudo que é bom dura pra sempre”. E é assim que você vai ser pra mim, um sonho adolescente que vai durar para sempre no meu petit coração.
Espero que você aproveite muito seu intercâmbio e que a sua história por lá comece em uma incrível festa em um belo Moinho. Te amo

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Fomos a la playa

Por Marlon

Esse final de semana nós, desperates, fomos lindos para nossa primeira viagem à praia juntos. Claro que foi luxo, claro que fizemos sucesso, claro que sabíamos exatamente o que estávamos fazendo... só que ao contrário.
Nossa amiga mais cor de rosa que todos nós juntos, Gigi, foi junto. Não sabíamos chegar lá, não conhecíamos a cidade, não sabíamos que o preço das coisas seria super valorizado só porque temos cara de ricos e luxuosos, não sabíamos que não tinha tanta gente bonita como esperávamos... enfim... só sabíamos mesmo que ia ter areia e mar. E felizmente fez Sol. Ou infelizmente, já que acabei com uma insolação e uma pele vermelha fúccia néon.
Na verdade não fomos todos, o Alê e o Felipe não foram por motivos alcoolicos particulares. Mas eles estarão conosco nas próximas viagens, que serão várias.

PS: Descobrimos multifuncionalidades incríveis sobre o Tiago. Eu até sugiro que ele conte pessoalmente como consegue ser tão versátil.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Segunda-feira? Pois é.

Por Hanz


Sabe quando o seu sonho se torna realidade? Pois é.
E quando você se vê obrigado a desistir dele... sabe? Pois é.

Sabe quando você, num dia muito louco, agradece o destino por ter colocado alguém no seu caminho ou acontecido tal coisa, que você dá aquele sorrisinho maroto e pensa “destino, seu querido!” ? Pois é.

Sabe quando você, tempos depois, amaldiçoa e questiona o destino por que, por que por quêêêêêêÊÊEÊÊAAAAAAAAAAAAHHHHHH (escorregando as costas na parede enquanto chora copiosamente)? Pois é.

Sabe quando, justo no dia em que você está prestes a abraçar um estranho na rua por querer apenas compartilhar sua tristeza e receber um pouco de carinho, todas as pessoas estão indiferentes a você? Pois é.

Sabe quando você, passando por tudo isso, não quer fazer absolutamente NADA no trabalho numa segunda-feira mequetrefe (oi? Tipo a de hoje?) e sua chefe vem com gás total despejando relatórios, cobrando coisas impossíveis, falando de assuntos corporativos que você caga e anda e você faz cara de interesse? Pois é.

Sabe quando você vê o seu amigo com o coração um pouco mais quebrado, e não se sente forte o suficiente para abraçá-lo e dizer que tudo vai passar? Pois é.

Sabe quando você não quer ouvir Adele porque sabe que vai chorar ABSURDAMENTE e não quer se tornar só mais um clichê de término de relação? Pois é.

Mas sabe quando você diz “Foda-se. Já estou na merda mesmo e ninguém tem nada a ver com isso”, coloca Someone Like you e chora cantarolando desafinadamente enquanto grita “SOU CLICHÊ MESMOOOOO.... ME DEIXAAAAA!!!” ? Pois é.

Sabe aquele momento onde tudo o que você construiu parece estar desmoronando? Seja no âmbito profissional ou pessoal? Pois é.

E sabe quando uma coisa está intrínseca a outra? Pois é.

E sabe quando quase tudo isso acontece em um só dia? Pois é.

Bem vindos à minha segunda-feira.  :) (só que ao contrário)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A volta dos desperates

Por Marlon

Então... negócio é o seguinte. Acabou a palhaçada de não atualizar isso aqui. O drama todo foi ter que escrever sobre como foi a nossa visita na Blue Space. Já que ninguém nunca me envia comentários do que achou, eu resumo tudo. O lugar é grande e estruturalmente legal, mas as pessoas são relativamente simpáticas (sabe quando um amigo quer te apresentar outro e, quando você pergunta se ele é bonito, ele responde: ele é super simpático?... então!). A casa produz shows de drags, bem interessantes e animados. O público geralmente usa boné, mas com a condição única de que ele esteja virado pra trás, e normalmente não se tem bom senso na hora de tirar a camisa. Qualquer um faz isso. Uma auto-estima incrível a daquele pessoal. Resultado da noite: Eu beijaria UMA pessoa. Só isso. Tiramos fotos e gravamos vídeos, mas já se passou um século e não tem mais graça falarmos nesse assunto. Até por que a casa nem nos tratou como merecíamos (VIPs) pra ficarmos provovendo assim, gratuitamente, com imagens.
Bem, já que o blog ficou tanto tempo sem notícias, às moscas, vamos atualizar nossos queridos leitores sobre a novidades na vida dos desperates. O Marlon pediu transferência e agora da aulas na mesma unidade que o Tiago. O Igor também começa a dar aulas lá a partir da semana que vem. O Felipe se matriculou como aluno na mesma escola e só falta arrumarmos uma função pro Alexandre pra podermos considerar a escola totalmente dominada pelos desperates. A carta de motorista do Felipe chegou e o mundo corre um sério risco de acabar antes de 2012. O namorado (ex) do Tiago foi embora pra França. O Tiago pintou o cabelo (e a sobrancelha) de loiro. Ficou uma bosta, ele ficou ruivo, a sobrancelha sumiu e teve que repintar tudo de novo. O Alexandre deu uns pega na Katylene e o Igor voltou a namorar. O Marlon teve uma crise de exaustão e foi parar no hospital de ambulância. No mais a vida continua como sempre, nós continuamos desperates por São Paulo a fora.
É isso... estamos de volta.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Parabéns!!!

Por Marlon Vila Nova


Para vocês, nossos leitores masculinos (not!):

FELIZ DIA DO HOMEM!!!

Eeeeehhh!

¬¬

domingo, 3 de julho de 2011

Coluna "Around"

Por Marlon, Alexandre e Hanz

A parada gay de São Paulo estreiou uma coluna que já era projeto do blog desde o início. A Around. A partir de hoje, vocês, leitores desesperados, vão votar no próximo destino que será visitado por nós, desperates. Já está disponível no lado direito da tela uma enquete com três opções de locais que visitaremos assim que vocês votarem. Sejam bonzinhos com as amigues, heim, gentem!
Pra próxima visita selecionamos:
- Gambiarra (www.gambiarraafesta.com.br) Festa criada por artistas destinada a artistas com música brasileira para público mixto.
- Blue Space (www.bluespace.com.br) Balada GLS tradicional de Sampa com show de drags e muito bate cabelo.
- Flexx (www.flexxclub.com.br) Balada destinada a música eletrônica e remixes frequentada por novinhos e descamisados.
A coluna funcionará sempre dessa forma, com vocês no comando dos nossos destinos por São Paulo. Depois, escrevemos nossas opiniões assim como fizemos no post da parada gay.
Nosso objetivo é visitar todos os locais destinados ao público gay e friendly de São Paulo, indiscriminadamente. Medo!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Eu já sabia

Por Marlon Vila Nova

Semana após parada gay é ótimo. Você vê milhões de reportagens na TV falando de como foi lindo e como tudo está dando certo pra nós, né? Aham! Enfim... em uma das reportagens que eu assisti essa semana, mostrava um casal gay que tinha sido agredido durante a parada. Levantei na mesma hora um questionamento pro Felipe e pro Alê, que assistiam comigo a reportagem. O que leva um idiota desses a agredir uma pessoa só pelo fato de ela estar andando de mãos dadas com outra pessoa do mesmo sexo? Eu não consigo entender como isso vira um motivo de agressão. Os dois tentaram me dar razões de como a mente de um doente desses funciona mas não me convenceram.
Um texto do Dráuzio Varella anda circulando pelo facebook essa semana falando sobre o mesmo assunto. Adoro e concordo com tudo que ele escreveu e a maneira sensível como ele mostrou todos os fatos. O texto termina maravilhosamente bem dizendo: "a menos que seus dias sejam atormentados por fantasias sexuais inconfessáveis, que diferença faz se a colega de escritório é apaixonada por uma mulher? Se o vizinho dorme com outro homem? Se, ao morrer, o apartamento dele será herdado por um sobrinho ou pelo companheiro com quem viveu trinta anos?"
Após ler o texto, associado à lembrança da reportagem que lembrei ter assistido, resolvi pesquisar o que falam os estudos que já foram feitos a respeito.
Existe uma pesquisa feita em 1996 pela Universidade da Geórgia, nos EUA, que constatou (Lê-se DESCOBRIU, PROVOU, ESFREGOU NA CARA DA SOCIEDADE) que pessoas homofóbicas têm desejos sexuais por pessoas do mesmo sexo. Os cientistas (fofos) responsáveis pela pesquisa, Henry E. Adams, Lester W. Wright Jr., e Bethany A. Lohr, do Departamento de Psicologia da universidade, afirmaram que esse comportamento imbecil “está aparentemente associado à excitação homossexual que o indivíduo homofóbico desconhece ou NEGA”. Ou seja, eles odeiam o desejo que sentem pelo nossos corpitchos.
A pesquisa consistiu em reunir vários homens que se diziam héteros e os testaram na convivência com homossexuais. Baseado nisso, eles foram divididos em dois grupos: os homofóbicos e os não-homofóbicos. Depois foram submetidos a testes em salinhas privativas assistindo uns filminhos, desses que criança não deveria não assistir, com um aparelho ligado diretamente no playground (na neca mesmo). Primeiro assistiram um filme hétero, depois um com duas rachas e, por último, um com dois boys. Adivinha qual foi o grupo que ficou com o piru duro no filme dos boys? Isso mesmo, só o grupo dos quebradores de lâmpadas teve ereção assistindo a esse filme. A pesquisa na íntegra pode ser conferida aqui.
Agora, cá entre nós, você se surpreende? Fala que você nunca sentiu um cheiro de Victoria's Secret nos discursos do Bolsonaro? Eu já sabia.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Around - Parada Gay de São Paulo

Por Alexandre, Hanz, Marlon e Tiago

A 15ª Parada Gay de São Paulo aconteceu ontem, dia 26-06, e claro que nós, desperates, não podíamos perder esse evento. Fomos todos juntos na intenção de gravar o Antes de dormir (edição 2) nesse que é considerado um dos maiores eventos do país.
Acordamos com preguiça por conta do frio que dominava São Paulo e, assim que colocamos nossos sapatos estilosos na rua, começou a chuviscar. Mas... sabemos que a parada só acontece uma vez por ano e tal... nada impediria o Marlon de continuar com sua regata listrada cor de rosa ou Alê de usar um microshort.
Andamos as duas quadras que separam nossa casa da Avenida Paulista e parou de chuviscar. Estávamos lá.
Como foi a parada?
Hanz: "Teve: Sexo, drogas e drag music. Teve babado e confusão. Teve empurra empurra. Teve gente LYMDA (not). O que não teve na parada? Conscientização, luta por direitos, exemplo, cidadania e higiene. Aí fica bem complicado de obtermos respeito né geyt?"
Marlon: "A chuva caía e parava na mesma frequência com que os trios elétricos passavam por nós. O resultado de tudo foi um mix de lama com purpurina e gripe. Presenciamos duas brigas, dois trombadinhas com os bolsos e mãos carregados com celulares, muuuuito mau gosto e estresse. Gente bonita? Eu vi TRÊS."
Tiago: "Pra mim a parada foi um carrosel de emoções. Amor, surpresa, ciúme, decepção, aceitação e tristeza. O importante é que tudo terminou como no início, com amor. Mas valeu muito a pena por ter visto o sorriso nos olhos de uma criança e por ter valsado na chuva com uma pessoa muito especial: Marlon."
Alexandre: "Tinha gente feliz? Tinha. Mas por estar no meio da principal avenida de São Paulo com mais 2 ou 3 milhões de bocas pra serem beijadas. Tinha Trios? Tinha. Mas só e apenas só para alegrar a multidão que os seguia com os bofes malhados em cima fazendo coreografias ridículas."

P.S.: Pedimos desculpas mas nenhuma imagem pode ser feita desse lindo evento pois era impossível tirar um Iphone do bolso diante do nosso público querido.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Chamada maldita

Por Hanz

(Para ler ouvindo Lenka_ Roll with the punches).

Não. O texto não tratará de uma história de terror sobre ligações demoníacas ou muito menos sobre as ligações infernais que você recebe da sua operadora no meio daquele dia em que não teria tempo de respirar, mas atende achando que a chamada é de uma pessoa bacana que vai salvar seu dia. É de outro tipo, tão perturbador quanto os das duas primeiras.

Idealizem. Você superou um final de relacionamento conturbado. Passou meses se recuperando. Olhava seus e-mails e suas redes sociais na esperança de receber uma mensagem de arrependimento a todo instante. A cada ligação no seu celular, atendia afoito na esperança de ouvir aquela voz já tão conhecida do outro lado dizendo que não agüentava ficar longe de você. Principalmente quando aparecia um número que não era familiar e você retornava desesperado, mas na verdade pertencia a uma central de telemarketing onde a atendente com voz de fanha havia te ligado para oferecer assinatura de qualquer serviço que você já negou mais de 10 vezes. Você passou meses ouvindo Adele, citando Clarisse Lispector no twitter e facebook, tentando fingir que estava bem na frente de conhecidos dele.

Até que esse hábito foi perdendo força, uma vez que já se tornava habitual não encontrar o que procurava. Outras prioridades, outros hábitos, outras pessoas. O tempo fez com que sua espera fosse ficando quase esquecida. Pois bem. Nada mais natural. Até que um dia, no momento mais imprevisível, seja dormindo no meio da madrugada, no meio de um dia comum de trabalho, no meio de uma reunião de família ou no meio do programa de TV que você assiste mas não conta pra ninguém, o telefone toca , você atende e ouve do outro lado:

- Oi, sou eu.

Ora, mas que audácia! Quem disse que você se lembrará de uma voz que não ouve há meses? Eu quem? Podia ser até o Saddam te ligando que você acreditaria com mais facilidade do que o ser no outro lado da linha. De repente, todo o processo de cura foi por água abaixo. Você sente quase um revertério. Porra, é só você estar bem o suficiente para seguir seu caminho e vem o despacho querer cruzar seu caminho de novo? Onde estão seus direitos? KDAPOLISSIA?

Com algumas pessoas, isso acontece freqüentemente. Quem sofre, pasta por conseguir se reerguer. E o meliante sempre aparece quando a pessoa parece estar bem para acabar com a alegria dela. Não vou citar nomes né KASSY , mas isso acontece frequentemente com um dos integrantes do desperates. Enfim, todo mundo tem esse momento.

A próxima frase é clássica:

- Queria te ver.

Essa frase pode significar 3 coisas:

1- To sozinho em casa com tesão e não tenho ninguém pra transar. Afim?
2- Sou retardado e não tenho o que fazer. Então queria te chamar pra bater papo. Mas ó, não vai rolar nada hein?
3- Eu sou um besta e percebi que você é a pessoa certa pra mim, me perdoe!

Qualquer um que me pergunte o que fazer num momento desses, eu diria que a pessoa do outro lado da linha só quer se aproveitar da sua fragilidade, que é sem caráter, sem escrúpulos e que não merece falar com meu anjo #xuxafeelings. Mas isso é com os outros. Porque no nosso caso é sempre diferente, não é mesmo? Afinal ninguém sabe o que VOCÊ sentiu. Pois bem, como destino é sempre um CACHORRO SEM VERGONHA comigo, ele aprontou dessas. E lógico que meu caso é diferente e tem atenuantes que eu deveria considerar antes de julgar como costumo julgar os outros. E o que eu decidi? Bem das alternativas acima a pessoa queria... um momento:

- Alô...mô? Estou terminando um texto...

Início.

por Hanz

Pois bem. Por inspiração criativa (leia-se pressão dos outros integrantes do blog), darei início as postagens dos meus textos por aqui. E como eles bem sabem de como sou, mudei todo o meu próprio esquema de postagem. Já darei início pelo fim. Sim, porque já possuía alguns textos prontos, mas por pura preguiça de revisá-los deixei de postá-los. Então vou postar um texto que acabei de escrever e depois postarei textos anteriores, até porque os textos futuros tomarão outra direção. Dessa forma pontuo que meus textos não terão ordem cronológica. Podem se referir a acontecimentos de ontem, como de anos atrás.

Enfim. Deliciem-se ou revoltem-se.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Mentiras que contamos

Por Alexandre

Se pararmos pra pensar no quanto de mentiras que contamos pros outros, vamos perceber que a quantidade de mentiras que contamos pra nós mesmos é muito maior. É verdade que os outros mentem pra nós, isso é obvio. Agora, por que mentimos pra nós mesmos? Eu também minto pra mim mesmo, acho que deve ser pra fugir de algo que eu não quero acreditar... Pelo menos eu não sou o único no mundo a fazer isso, afinal, Pinóchio também mentia para si e para os outros.

Nós nascemos puros, mas um belo dia, alguém nos ensina o que é frustrar, sentir dor, sofrer, sentir-se limitado, discriminado, que temos que viver numa sociedade com certos “valores” e por conta disso vamos criando uma nova imagem pra atender e se adaptar a algo muito maior que se chama Ser Humano.

Na essência, continuamos sendo os mesmos, porém, mentimos para os outros pra nos proteger e mentimos pra nós mesmos pra nos proteger também.

Mas será que isso adianta?

Então pra que mentir se mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira?

Mentir pra si mesmo é mais fácil, é esconder uma verdade, não querer encara-la.

Podemos até fingir, nos enganar, criar coisas, mas o que tá lá vai estar sempre lá e só vai mudar quando a gente resolver lutar.

E o que escolhemos? Mentir pra si mesmo ou seguir em frente e enfrentar a verdade?

A opção vai ser sempre nossa e de mais ninguém.

O que mais devemos temer, é o medo de temer algo.

domingo, 12 de junho de 2011

2012

Por Hanz

Nem postei meu primeiro texto e já quero chegar tombando né? Mas é que é mais forte do que eu. Nosso blog vai ter tantas coisas legais que não consegui segurar um dos quadros que será de utilidade pública. É o quadro 2012, onde acabaremos com o visual das pessoas antes do mundo acabar.
E para inaugurar, um exemplo: quando seu cabelo não é o da Cléo Pires, POR FAVOR, não faça corte reto.


Estávamos fazendo nosso brunch da madrugada, quando vimos o primo witch fazendo uma boquinha. É lógico que registramos esse momento mágico, para mostrar que mesmo quando a bonita tombava a cabeça o próprio cabelo, tombava com ela.


Dica: Quando o seu cabelo parecer uma vassoura de piaçava, fazer um corte reto só vai transparecer ainda mais essa "qualidade".


BJOS.



sábado, 11 de junho de 2011

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Namorado`s Day

Por Alexandre

O dia dos namorados tá chegando, meus amigos e eu ja estamos pensando em como vamos celebrar essa data juntos, ja que com exceção do Marlon que tá em clima de romance e o Tiago que tá namorando, todos estamos solteiros. Pensamos em diversas maneiras pra não deixar essa data passar em branco, surgiram ideias desde contratação de garoto de programa pra “animar” a nossa noite, até trocas de presente entre nós mesmos. Acredito que no final, vamos acabar passando a noite juntos em algum lugar de Sao Paulo vivendo situações pra serem contadas aqui.

Quem nunca quis encontrar alguém especial com quem possa dividir momentos, ficar juntos assistindo um filme, beijar, transar, se entregar?

Acredito que muitos querem isso. Mas a pergunta é, será que estamos mesmo dispostos?

Em uma cidade como São Paulo em que é muito fácil você conhecer alguém numa balada, beijar e transar tudo na mesma noite e na semana seguinte repetir tudo com uma pessoa completamente nova, quem vai querer entrar num relacionamento fixo com alguém? Na verdade a maioria, só que essa maioria tá sempre procurando mas parece que nunca quer ser encontrada. Eu mesmo, já conheci tantas pessoas em baladas por aí, ja beijei tantos caras (meus amigos me chamam de Diana), tudo parecia ser tão gostoso, o beijo, o cheiro a pegação, e apesar da quantidade de bofes, o vazio sempre continuava, chega uma hora que cansa e só aí você percebe o tempo que a gente perde com pessoas erradas. Aí você começa a mudar e vai atrás da “pessoa certa”, mas que pessoa certa é essa? Hoje em dia as pessoas estão tão em clima de curtição que não dá nem tempo de saber se a pessoa é a certa ou a errada, ou se é a errada mas pode se tornar a certa. Namorar ficou tão difícil, não, na verdade, iniciar uma relação é que ficou difícil. Não digo um namoro, apenas uma simples relação, um primeiro contato mais intimo, daqueles em que você sai pra conversar e conhece melhor a pessoa, parece que as pessoas tem receio de se envolver, de deixar rolar e vê no que pode dar, mas sempre acabam sofrendo com uma solidão que no fundo é criado por nos mesmos.

sábado, 28 de maio de 2011

Será?

Por Marlon Vila Nova

Quando nos encontramos essa quinta-feira pra compensar o final de semana passado que acabamos nos separando, já que eu e o Alexandre tínhamos um festival de dança pra ir no domingo em Piracicaba e o Tiago e o Hanz foram conhecer uma nova balada de São Paulo (O Felipe estava em algum lugar do Brasil fazendo show), acabamos tendo uma noite tensa, cheia de discussões.
Começamos contando pros meninos, eu, o Alê e o Hanz, a descoberta mútua de um novo nicho de mercado. O metrô. O Alê começou contando que havia sido bolinado, o Hanz contou das cantadas nada sutis que rolaram pela tela do celular do sujeito em questão, e eu contei do bofe que, discretamente, tirou a aliança de compromisso do dedo e guardou na mochila enquanto me encarava na vagão.
Entre risadas e cerveja, o assunto se estendeu pra todo tipo de lugar. Foi quando chegamos no assunto "sauna" novamente que o Felipe soltou a frase que me deixou intrigado: "Engraçado como os relacionamentos hoje em dia estão ao contrário, né? Antigamente conhecíamos as pessoas, ficávamos, e depois transávamos. Agora parece que primeiro as pessoas transam e depois perguntam o nome e começam a descobrir quem era a pessoa com quem fizeram sexo." - ele disse.
Será que vamos enfrentar uma inversão na ordem natural dos relacionamentos? Até que ponto é interessante fazer sexo com alguém que você não conhece? É mais interessante conhecer a pessoa depois? Digo, se o sexo for bom, quais as chances do relacionamento não dar certo? Se você não gostar do nome dele? Ou da mãe dele? Ou se ele morar longe, tipo em Itaquera? Há quem ache que, na verdade, a ordem das coisas não intefere no resultado final. Mas, se você não tem paciência pra conhecer os detalhes da vida de alguém pra conseguir chegar até a parte do sexo, você vai ter paciência de tudo isso depois de já ter conseguido?

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Conversa alheia

Por Tiago Prates

- Ai amigo tá tão difícil arranjar um namorado!
- Nem me fale...

(Alguns minutos depois)

- Nossa, e ele ainda fala que está sem dinheiro pra sair.
- Affe, que UÓ!
- Pois é, mas eu disse assim pra ele: Tudo bem, eu espero o seu 13º chegar pra gente poder sair.

(E os dois caem na gargalhada)

Esse fragmento de conversa, ouvida de canto de orelha em um McDonald´s da Avenida Paulista, me fez pensar em uma coisa: será que estamos sozinhos porque o "meio" está escasso (quando eu digo meio, é homem mesmo) ou porque nós é que trasformamos a escassez de sentimento e do meio (combinado a malditisse) em solidão?
Não sei mesmo se este sentir-se sozinho é realmente real, uma vez que desprezamos aquilo aque temos em troca de uma boa piada. A risada neste caso nada mais é do que uma fuga, um porto seguro onde a nos agarramos com unhas e línguas afiadas, para não se misturar a maré.
Ao meu ver, o meio não está escasso e sim apenas está cheio de pessoas iguais. Pensamentos iguais, solidões iguais. Acho que o que realmente precisamos é ter um olhar diferenciado. Olhar as pessoas e não a marca que elas representam.
Uma coisa é certa: se o dinheiro é pouco pra sair, nada melhor do que acompanhá-lo em uma sessão pipoca sem ter que sair de casa. Agora, se esta não for uma opção, vire mais um peixe neste enorme oceano e morra pela boca.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O fechamento do parquinho

Por Marlon Vila Nova

Em tempos de estreia do blog, São Paulo está em luto. Todas as gays da cidade choram com a notícia do fechamento da sauna mais famosa do país, a 269. Em clima de despedida, meus amigos - frequentadores esporádicos do local - decidiram que iríamos todos nós em uma "última visita" às vésperas do fechamento.
Sem confirmar minha presença, no meio da tarde começaram as pressões por SMS. O Alê me intimando, eu negando, a situação ficando engraçada e eu levando tudo na esportiva. Mais do que rapidamente escrevi pro Felipe, já que ele também nunca tinha ido lá, pra ficar ao meu lado e se negar a ceder aos meninos. Mas ele me respondeu que era tarde demais. Ele já tinha confirmado presença com o Alê dizendo que ia preparar uma "super xuca contra o baixo astral".
Enfim, quando cheguei em casa, com os cinco presentes, fui colocado no centro da roda e todo tipo de chantagem e esquisitices foram ditas no intuito de me forçar a ir. Quando vi que a situação ia ficar chata, decidi ir mesmo contra minha vontade.
Passada a primeira hora de tensão o local até que ficou divertido, o que era previsível já que estávamos os cinco reunidos naquela situação. Logo percebi que a afirmação veemente do Hanz de que ninguém me tocaria sem minha permissão era conversa fiada e que as pessoas não se importavam muito com sua permissão quanto a isso ali dentro. Depois de um tempo, quando eu entendi que a promessa do Felipe de não me deixar sozinho ali não se cumpriria por muito tempo e a essa altura eu já não tinha idéia de onde estava o Tiago e só via o Alê indo e vindo não sei exatamente pra onde, decidi me sentar em um banquinho e ficar observando o funcionamento do local. Ali tudo funciona como uma cidadezinha do interior. Existe um setor residencial, onde os vizinhos ficam na porta te convidando pra entrar (provavelmente pro jantar). Povo muito simpático. E existe a zona rural, com uns currais que decidi não explorar muito pra conseguir continuar inexplorado até o fim da noite.
Pra concluir devo dizer que foi uma noite divertida. Eu não fiquei tão constrangido como achei que fosse ficar, até porque os meninos ficaram comigo até se perderem e eu já ter me acostumado com o local. Deve dizer que é realmente uma pena o fechamento da 269. Eu realmente não pretendia ir nunca a uma sauna, mas agora confesso que talvez fosse só pelo fato de poder dizer que nunca fui a uma. Como agora isso não é mais possível...
Ah! Mas eu nunca fui a um motel... ainda.